Janela Indiscreta (1954)

O fotógrafo inquieto Jefferies (James Stewart) é obrigado a passar alguns dias em repouso dentro de um apartamento por causa de sua perna quebrada. E qual a melhor maneira de matar o tempo ocioso? Xeretando a vida alheia. Como Jefferies vivia na década de 50 e não tinha acesso à internet, usava a janela de sua residência de onde possuía uma vista privilegiada de sete apartamentos. Observando um deles, percebeu movimentações estranhas que ensejaram a suspeita de um homicídio.

“Janela Indiscreta” é um clássico dirigido por Alfred Hitchcock. Sabe aquela agonia silenciosa e sorrateira que vai subindo pela sua espinha dorsal como se fosse uma cobra? Pois é, foi papai Hitchcock quem inventou e o nome disso é suspense. “Janela Indiscreta”, “Psicose”, “Um corpo que cai” foram os alicerces para o gênero e inspiraram as futuras gerações do cinema.

A fotografia do filme foi inovadora. Juntamente com Jefferies, acompanhamos a rotina dos vizinhos à distância e interpretamos suas intenções, seus sentimentos, sem a necessidade de uma intervenção mais próxima. É por meio desse olhar curioso e remoto que Jefferies, sua namorada Lisa (Grace Kelly) e sua enfermeira Stella (Thelma Ritter) vão desvendando o mistério do vizinho.

“Janela indiscreta” é atraente, preenchido com ótimos diálogos, porém o final não surpreende. Mas devemos dar um desconto, até porque estamos falando de um filme de 1954, precursor do suspense. Mesmo assim o final não deixa de ser interessante, o filme cumpre o papel de entreter e bota a cobra silenciosa/sorrateira em ação.

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Marcelo Cardins

2 respostas para Janela Indiscreta (1954)

  1. Ju Maffia disse:

    Para mim, Janela Indiscreta é o melhor filme de Hitchcock. O final não surpreende para nós que assistimos filmes de suspensa à exaustão. Além do mais acredito que a proposta não era surpreender e talvez mostrar o que a inquietude de um homem pode fazer.
    Grace Kelly está deslumbrante, me incomoda o quanto ela aguenta calada, mas os filmes de Hitchcock são assim… as mulheres sempre tem um destaque não tão bom.
    Gostei do texto! Afinal não é preciso concordar pra apreciar uma boa resenha ;)

  2. Emmanuela disse:

    Clássico! Um dos filmes mais bem conduzidos do diretor.

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