O Mundo de Andy (1999)

E aí, cinéfilos? Tudo nos conformes? Espero que sim. Então. É óbvio que vocês já perceberam qual é a última moda de Hollywood, né? Pois é, o Brasil virou palco para a gravação de cenas ou divulgação pesada de muitos de seus enlatados: Transformers, Velozes e Furiosos etc. Mas estou dizendo isso de passagem, claro. Esse blog aqui não compactua com nenhuma seção, cessão ou sessão dessa linhagem do cinema. Pois, como já leram o título e viram o pôster, não falarei de nenhum enlatado hollywoodiano. Mas… Jim Carrey? Sério? Arram.

Embora o ator possua um grande acervo de filmes altamente comerciais (falo de obras sem intenção artística ou temática), ele já pegou alguns trabalhos muito interessantes e até controversos como Eternal Sunshine e I Love You Phillip Morris. Se seus filmes são comerciais ou não, é difícil dizer. Pois, o ator canadense, por si só, é apelação pura. Eu sou suspeito para falar, por exemplo, pois sou fã. Fanzasso. E acredito ter milhares por aí. Considero Jim um monstro no que faz e odeio o fato de não ter recebido um Oscar ainda. O quê? Vai dizer que um Oscar não é importante? Não sejamos hipócritas a tal ponto! Ainda mais para quem é de casa. O fato é que julgo muitas de suas atuações dignas de tal. Opinião. Infelizmente, a indústria só reconheceu seu talento até agora com bilheteria. Já O Mundo de Andy é outro mundo, digamos assim. Portanto, vamos saber um pouco mais sobre esse longa.

No parágrafo acima falei de filmes que tenham alguma intenção artística ou temática. Esse filme aqui é a biografia de Andy Kaufman (1949-84) dirigida por Milos Forman – de Amadeus. Jim Carrey é Andy. Ele foi ou é (adiante explico isso melhor) um dos comediantes (e porque não dizer “O comediante”) mais vanguardista dos EUA. Transpirava humor, irreverência em pessoa e uma obra prima dadaísta encarnada bem definem Andy Kaufman – dizer polêmico é redundância. Resumindo, ele era do tipo que perdia o amigo, família, cachorro, papagaio e até platéia, mas, jamais, a piada. Quem melhor do que Jim para conseguir interpretar esse papel? Não consigo imaginar.

Caras e bocas de Jim Carrey, mais uma vez, me levaram ao frenesi em Man on the Moon – título original. Quanto a parte biográfica, seus shows, entrevistas e stand-ups não conheço com afinco; até porque é estadunidense e de outrora. Mas, segundo os vídeos que vi de Andy Kaufman, posso afirmar que o diretor, os roteiristas e, claro, Jim Carrey fizeram um ótimo e louco trabalho. Assim como era o do humorista biografado. Ah! Explicando o “foi ou é” de antes: as más línguas falam que ele continua vivo por aí… Bom, sei lá! Mas conforme li na Wikipédia, ele morreu de câncer no pulmão – não sei em qual hipótese confiar, para ser sincero.

Enfim. O Mundo de Andy rende boas risadas recheadas de lágrimas – o que já é de se esperar de um filme que conta com o indiscutível talento de Jim Carrey. E não é só a parte cômica do longa que funciona. O filme no geral é muito bom e convincente. Conta com a participação de Danny DeVito como George Shapiro, seu empresário e descobridor, e ainda Paul Giammati. Para os fãs do ator principal… O que dizer? Imperdível. Pegando o embalo do meu último post, farei deste também mais uma homenagem. Dessa vez não é para minha madrinha cinéfila; não. É para o padrinho. Não o meu. Mas o padrinho atual da comédia mundial. Opinião, de novo: Jim Carrey é o cara. É um gênio-ator que já provou que não serve apenas para nos fazer sorrir. Mas comover também como fez em The Truman Show e, novamente citando, o insanamente belo Eternal Sunshine, roteiro de Charlie Kaufman.

Parando para pensar aqui, fiz uma relação que não tem nada a ver, mas faz algum sentido. Andy Kaufman, Charlie Kaufman… Mesmo não sendo nada um do outro (se são eu não sei), mas parece que esse sobrenome tem uma boa influência para a carreira de Jim Carrey. Não acham isso também?

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Ezequiel Fernandes

Uma resposta para O Mundo de Andy (1999)

  1. Johnny disse:

    o gênio Kraufman foi homenageado também na belíssima canção “Man on he moon” do R.E.M. – vale a pena conferir!

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