1 Por Todos – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)

03/09/2011

Pessoal, tivemos um pequeno atraso nesse post, mas ele é o “1 por todos” de Agosto (quem nota isso?). Resolvemos trazer pra vocês um clássico da comédia romântica do mestre Woody Allen. Certamente muitos aí já devem ter assistido, e fizeram muito certo; ninguém pode deixar de assistir “Annie Hall” (o título brasileiro ficou muito nada a ver mesmo).

Conta a história do comediante Alvy Singer, interpretado pelo próprio diretor, e seu azar com relacionamentos. Todos os seus casos são narrados de forma bem humora e sarcástica por ele mesmo em uma forma de interação com um espectador. Sem esquecer que levou quatro prêmios da Academia inclusive o de melhor filme. Excelente produção. Saiba o que nossa equipe achou dele.

Lincoln Ferdinand – Nota: 8,5

Judeu, baixinho e ficando careca, Alvy não se preocupa em agradar ninguém. Poupa diálogos que não vão lhe levar a lugar nenhum e com um humor sarcástico, tem resposta pra tudo. Comediante se tornando famoso, não vê a vida como algo prazeroso. Talvez seja seu pessimismo que dê o tom cômico para suas piadas. Este é o incrível personagem de Woody Allen em “Annie Hall” (me recuso a dizer o grotesco título brasileiro), que cativa com facilidade. Não tem como não gostar ou não inspirar-se nele. Começo falando do personagem porque ele é a alma da história, mas o filme em todo é lindo. Roteiro excelente que não se perde em nenhum momento. Destaque para a interação personagem-espectador que Woody faz perfeitamente, dando um ritmo ótimo ao filme.

Marcelo Cardins – Nota: 8,5

A característica mais notável desse filme é a interatividade entre Alvy e o espectador. Sabe quando estamos matutando com o nosso tico e teco, conversando sozinhos? (Ok, eu converso sozinho e não sou maluco. Está mais pra uma reflexão em voz alta, você também faz isso, admita) Alvy sofre deste mesmo mal, mas ao invés de conversar sozinho, conversa conosco, abre seu coração, expressa pensamentos e revive memórias de forma direta olhando para a câmera. O roteiro é divertido e linear, e Woody Allen arrebenta como ator. Quem inventou esse título em português não deve ter assistido o filme.

Ezequiel Fernandes – Nota: 9,0

Nós homens temos a fama de odiar o famoso “DR” (para quem nunca esteve em um relacionamento sério: Discussão de Relacionamento). Woody Allen se mostra exceção como tal nesse divertidíssimo e inteligente trabalho do próprio – para variar. Eu bolei de rir vendo esse longa ora pela ironia e humor natos, ora, por algumas vezes, ter que apertar “rew” para tentar acompanhar certos disparos de falas. Eu sou fã do diretor e devo cair no clichê de dizer que sou suspeito para falar; mas sou mesmo. Adoro os momentos antificcionais de seus filmes e tento decorar suas falas inteligentíssimas. Comédia-romântica que funcione tanto quanto essa é difícil encontrar; confiram rápido. Reassistam sempre.

Victor Lúcio – Nota: 8,5

Um homem entediado com sua vida de comediante, uma mulher atrapalhada, e um dilema amoroso entre ambos. É uma comédia romântica que conta uma história de amor sem precisar de humor trapalhão e com pouquíssimos recursos de cenário. A riqueza está nos ótimos diálogos entre Alvy e Annie, e suas atuações dignas de ótimos elogios. Apesar do título brasileiro dar margem a se pensar que é apenas mais um filme do gênero, a obra passa longe de ser um “cidadão comum” do cinema.

O vídeo que segue não é o trailer do filme e sim um monólogo que acontece no início só pra vocês ficaram com mais vontade de assistir.


1 Por Todos – A Casa (2010)

31/07/2011

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Chegamos a mais um “1 Por Todos”, e desta vez, como prometemos um ano atrás, iremos comentar o filme uruguaio que badalou em Cannes ano passado, La Casa Muda (título original). Já escrevemos bastante sobre o longa nos posts que você enconta clicando aqui e aqui, portanto, passaremos diretamente para os comentários sem falar a sinopse.

Lincoln Ferdinand – Nota: 7,5

Se o filme foi gravado com apenas um plano sequência eu não sei, mas que deu a entender que sim, isto temos que admitir. Embora em alguns momentos possamos perceber que há a possibilidade de cortes leves, isso não tira o mérito de “A Casa” em seu aspecto técnico. Então parabéns à fotografia e direção que fizeram um ótimo trabalho. O roteiro deixa um pouco a desejar por querer criar situações de tensão forçosamente, chegando a fugir um pouco do fato original. O filme peca na trilha sonora exagerada (talvez não devesse nem ter nada) que muitas vezes antecipa os sustos. Porém, uma produção interessante e peculiar que vale a pena o tempo gasto.

Marcelo Cardins – Nota: 7,5

De início, tudo parece um grande pesadelo. Uma pessoa presa em uma casa abandonada sem energia elétrica, na companhia de um assassino oculto e de pequenas assombrações. O que tudo isso significa? Aguarde o final e se surpreenda. “A Casa” dá um medinho sim, mas nada que te faça dormir com a luz acesa. O destaque do longa é a suposta filmagem em uma tomada só, filmar por tanto tempo sem cortes é uma façanha dificílima, vocês precisam conferir essa originalidade técnica.

Ezequiel Fernandes – Nota: 7,5

Fazer um filme com uma câmera digital em uma tomada, até eu faço. Agora, fazer com que ele não pareça ter sido feito assim, é para seletos. E é isso o que acontece nessa interessante obra uruguaia. Embora sejam perceptíveis algumas consequências da matéria prima usada e da tomada única, o longa cumpre o mínimo necessário – e muito bem – que, a meu ver, é obrigação de todo filme: convencer. Lembrando também que, mesmo na maioria das vezes possuindo roteiros bem menos complexos e/ou originais, os filmes de terror costumam decepcionar na execução destes. A Casa só conta com o “basicão” em termos de roteiro e produção e, ainda sim, rende bons sustos e não cai no pior do clichê. Mérito da direção, 6.000 dólares e meia dúzia de gente.

Então é isso pessoal, falem nos comentários quais filmes vocês gostariam de ver comentados aqui por nossa equipe. Valeu.


1 Por Todos – Um Lugar Qualquer (2010)

30/06/2011

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Mais uma vez o 1 Por Todos traz para vocês um filme recentemente lançado, e dessa vez se trata de alguém que desde cedo esteve envolvida de alguma forma com o mundo cinematográfico. Estamos falando de Sofia Copppola. O que? Não conhece? Tá, vamos ver. Ela é a filhinha querida do grande Francis Ford Coppola. Esse não precisa dizer quem é né?

A jovem diretora já se mete na roteirização e direção de filmes há pouco mais de uma década. Não dá pra dizer que ela é iniciante, principalmente pelo pai que tem. O último filme dela, “Um Lugar Qualquer”, mostra de maneira bem direta como é a vida de um grande astro de cinema, que pode tudo e tem tudo. Com certeza um cara como esse não pode deixar de ser feliz. Mas será que é dessa forma mesmo? Vamos ver o que a nossa turma de mafiosos tem a comentar sobre o filme da filha do poderoso chefão.

Lincoln Ferdinand – Nota: 7,0

O que esperar de um filme que vem da cabeça da filha do gênio que criou a mais famosa e bem sucedida história de máfia do cinema? Sofia Coppola, ainda jovem, dirige seu quarto filme, já tendo até levado o careca de melhor roteiro original pra casa por seu trabalho em “Encontros e Desencontros”. Digamos que ela esteja continuando os passos do pai de maneira louvável, e “Um Lugar Qualquer” apesar de corriqueiro e comum, é um filme muito bonito. Tenta e consegue ser correto na técnica e leve na transmissão de ideias. Sofia Coppola com certeza se encontrou por trás das câmeras depois que descobriu que atuar não era sua praia. Destaque maior do filme para a pequena Elle Fanning que encanta a todos com sua naturalidade em cena. Essa promete.

Marcelo Cardins – Nota: 7,0

Dá pra um Astro de Hollywood, rico e famoso, que possui uma Ferrari preta e pega as mulheres que tem vontade, considerar a vida chata? Parece que dá. Vocês homens devem concordar que um cara que cochila em uma apresentação privada de pole dance coreografado, executada por gêmeas loiras gostosinhas, está com sérios problemas. Os problemas de Johnny eram o tédio e a solidão. Sexo não é o bastante, todos querem dar e receber amor, e eu tenho a impressão de que copiei essas duas frases de alguma música sertaneja. “Um lugar qualquer” mostra que figurões como Brad Pitt, George Clooney e Tom Cruise também podem achar a própria rotina um saco. “I can’t get no satisfaction”.

Ezequiel Fernandes – Nota: 7,5

Um lugar qualquer é um bom filme. Um bom filme qualquer, porém. Apesar de conseguir fazer com que gêmeas loiras fazendo pole dancing pareçam uma coisa qualquer, não consegui penetrar no drama de Johnny Marco. Mas o filme tem ótimos momentos e uma boa proposta: faz uma boa crítica às máscaras hollywoodianas e ao vazio de ter tudo e não ter nada. A cena que mostra tirando molde da cabeça de Johnny é hilária – Sofia soube insistir nos momentos que mereciam ser saboreados. Até agora, praticamente, só elogiei. A obra tem seus méritos, mas não me deixou satisfeito. Eu não esperava tanto romantismo. Abandonar uma Ferrari na estrada foi meio clichê.

Renata Nóbrega – Nota: 9,0

Como em todo filme da Sophia Coppola, tudo é delicado, mas denso, curioso e que dá vontade de ficar ali, assistindo mesmo sem ter propriamente “ação” nenhuma acontecendo. O protagonista entediado, sem noção, oco e ao mesmo tempo tão complexo dá o tom do filme – humano, e por isso mesmo, contraditório.

É isso aí pessoal. Continuamos esperando sugestões de filmes bacanas que vocês queiram ver aqui comentados por nossa equipe. Semana que vem teremos uma novidade agradável (acho que seja) aqui. Esperem pra ver. Se quiserem nos seguir no twitter, cliquem nos nossos nomes aí no texto. Valeu.

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Equipe Cinemafia


1 Por Todos – Taxi Driver (1976)

30/05/2011

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É isso aí galera, como vocês sabem o Cinemafia fez um ano esse mês, e para comemorar, nós sorteamos um DVD duplo do sensacional “Taxi Driver”. Filme de Martin Scorsese com a atuação excelente de Robert De Niro, e com a pequena Jodie Foster. É a história de um veterano do Vietnã, sofredor de insônia, que, para ocupar seu tempo, resolve ser motorista de táxi à noite. É aí que ele conhece o submundo de Nova York e suas imundícies. Revoltado com toda essa sujeira, e afogado nas suas perturbações mentais, resolve ele mesmo fazer justiça.

Então, a grande vencedora da promoção é @taynatavares de Volta Redonda – RJ. Em breve ela estará recebendo o DVD duplo – Taxi Driver em sua casa. Agradecemos a todos que partiparam e que nos deram apoio, e esperamos que continuem nos visitando. Quem sabe, em um futuro próximo não rola outra promoçãozinha dessa né? Agora vocês ficam com o “1 Por Todos” do mês de maio, que, não podendo ser diferente, será sobre “Taxi Driver”. Apreciem os comentários da nossa equipe.

Lincoln Ferdinand – Nota 8,5

De Niro/Scorsese. Tem como sair coisa ruim dessa velha combinação? Eu ainda não vi. E com “Taxi Driver” não poderia ser diferente. Segundo filme da dupla, carrega um tema muito denso, exigindo assim de Robert De Niro uma das mais brilhantes atuações de Hollywood. O ator se entrega totalmente ao personagem (o que é de costume) e nos presenteia com Travis Bickle, jovem paranoico, veterano do Vietnã, e que sofre de insônia. Travis se revolta com a violência e “sujeira” das ruas de sua cidade, e pretende, do seu modo, organizar o submundo de Nova York. Uma análise bastante realística sobre as condições mentais do personagem, fazendo ser totalmente perceptível a sua decadência em meio à loucura que rodeia sua cabeça.

Marcelo Cardins – Nota: 7,0

Travis Bickle (Robert De Niro) é um ex-fuzileiro maluco que deseja limpar a cidade de Nova York das imundícies sociais. Ele não chega a limpar a cidade, mas dá solução a um caso isolado, usando variedade considerável de armas. Tenta também matar um senador, e a motivação para tanto não fica muito clara, mas como esperar coerência de um sujeito que leva sua musa inspiradora pra assistir filme pornô no primeiro encontro? As atitudes de Travis Bickle são confusas, assim como o seu estado psicológico. Então é isso que você deve esperar do filme: ações desequilibradas de um personagem desequilibrado.

Ezequiel Fernandes – Nota: 9,0

Assim como a fala mais conhecida do longa – Are you talkin’ to me? – você se faz essa pergunta o tempo todo, como se Travis Bickle fosse você. Fosse? É você, leitor. O filme pode até ter tempo e local específicos, mas De Niro representa um personagem atemporal e de um lugar qualquer que é obrigado a escolher a solidão porque tudo a sua volta é podre. Ele até tenta, mas só faz escolhas erradas. Mas elas são erradas porque ele escolhe errado ou porque não existem escolhas certas? A sociedade não lhe oferece boas opções e impõe o isolamento aos inconformados. Uma casadinha de Robert De Niro e Martin Scorsese que resultou em obra prima. Coincidência isso?

Renata Nóbrega – Nota: 10,0

‘Taxi Driver’ é um filme que você não se cansa de rever, nunca. Foi o grande marco da carreira do Scorsese e virou um clássico daqueles que todos devem assistir. Possui vários diálogos fantásticos e cenas de tirar o fôlego. Infelizmente muitos reclamam da lentidão do longa… Besteira. Quando será que vão perceber que alguns momentos do cinema pedem cenas mais paradas?

Continuem mandando sugestões para os próximos “1 Por Todos”. Qual filme você quer ver comentado por nossa equipe?

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Equipe Cinemafia


1 Por Todos – Dente Canino (2009)

30/04/2011

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Hoje vamos ao nosso segundo “1 Por Todos”, e iremos comentar a produção grega que concorreu ao Oscar de melhor filme de língua estrangeira esse ano. “Dente Canino” conta a história de um casal, que cria seus três filhos, já bem crescidinhos, de um modo um pouco inconvencional. Não permitindo que eles desfrutem do mundo lá fora, os pais educam seus “bebês” da maneira que acham correta, de modo que eles nunca saíram de casa. A partir do momento que um elemento do mundo externo entra dentro de casa, as coisas começam a mudar. Vamos então saber o que a nossa equipe achou do filme. Vocês podem conferir o trailer no fim do post.

Lincoln Ferdinand – Nota: 7,5

Partindo de um argumento fantástico, Giorgos Lanthimos tenta passar em forma de imagens, algumas reflexões e questionamentos acerca do comportamento humano. É um verdadeiro estudo antropológico, que, de maneira perturbadora, leva o espectador a entrar em parafusos quando tenta extrair tudo que o filme quer passar. Com passagens que vão ficar na sua memória pra sempre, e planos sensacionais que dão certa sensação de fobia, a fotografia consegue ser, a meu ver, o que mais chama atenção no longa. Contudo, sem tirar o mérito merecido, “Dente Canino” acaba se tornando menor que a ideia que o originou. Ainda assim, sua postura forte e segura esconde qualquer falha e o faz um grande filme.

Marcelo Cardins – Nota: 8,5

Este filme renderia uma tese de doutorado. O tema central de “Dente Canino” é a busca pelo conhecimento, há uma metáfora ao comodismo intelectual do homem. Quantas pessoas se limitam a aceitar, sem contestação, concepções que lhes são impostas? Quantas pessoas estão cercadas por muros invisíveis e, não conhecendo outra realidade diferente da que vivem, concordam com tudo o que os detentores do saber lhes empurram goela abaixo?  Quantas pessoas vivem na condição de cachorros adestrados porque têm medo e preguiça de desconstruir ideias? Porém, felizmente, existem os inconformados. No filme, o passaporte para a liberdade, a pílula vermelha de “Matrix”, é o dente canino, e sacrifícios são cometidos com prazer em prol da verdade. 

Obs n°1: em “Dente canino”, você vai notar qual a diferença entre o filme pornográfico e o filme artístico com cenas de sexo. Já escrevi (neste post)o que penso sobre nudez e sexo no cinema.

 Obs n°2: Além de engraçadíssima, a cena do Flashdance é muito simbólica.

Ezequiel Fernandes – Nota: 6,0

O título já enseja as duas únicas amostras que o filme traz: o instinto (dente) e a consequente zoomorfização humana (canino). O longa grego é uma metáfora válida do naturalismo, mas a obra passa longe de ser prima. Pois, como já disse, só traz amostras e nada de reflexões – o roteiro não é complexo como o tema que se quis abordar. Curioso, porém, pois encena como o cio sobrepõe adestramentos. Sem sair do assunto, ou melhor, entrando de fato nele, vale mais ler o escritor naturalista brasileiro Aluísio Azevedo. Mas para os sádicos de plantão, a obra é genial!

Renata Nóbrega – Nota: 8,5

Um filme chocante, quase sadomasoquista, com cenas fortes. Um tema que incomoda muita gente e que faz lembrar ‘A Vila’. É uma coisa de louco, mas daquelas que fazem pensar e te levam a questionar quem são os verdadeiros loucos. É claro que o filme é uma grande hipérbole, mas qual pai e mãe minimamente responsável não deseja que seu filho viva em um mundo sem tantas ‘porcarias’? Pesado.

Pedimos que nos enviem comentários com sugestões de filmes que vocês queiram ver aqui no “1 Por Todos”.

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Equipe Cinemafia


1 Por Todos – Enterrado Vivo (2010)

30/03/2011

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Eaí pessoal, tudo bem? Bom, Daremos início hoje a nossa nova série mensal que substituirá a “Filmes para se guardar e filmes para se queimar” (que restará viva apenas nos arquivos). Já foi explicado como será o sistema de “1 Por Todos”, mas é o seguinte: escolheremos um filme para ser comentado por cada membro da equipe Cinemafia no final de todo mês. Não há data definida para a publicação dessa série. O que temos é que será no fim de cada mês. Iremos postá-la sempre em um dia que não entre em choque com nenhum outro texto no blog e que fique bem distribído.

Para o mês de março, e para abrir a nova temporada do blog, escolhemos o filme “Enterrado Vivo”, que foi lançado ano passado e conta a história de um cara que simplesmente acorda dentro de um caixão com apenas um celular para poder se salvar. Mas enfim. Vamos ver o que a equipe do Cinemafia achou do filme.

Só abrindo um parêntese rápido aqui, nós ultrapassamos ontem a faixa das 100.000 visualizações e agradecemos a todos que tornaram isso possível. Esperamos continuar contando com o apoio de vocês.

 

Lincoln Ferdinand Nota: 7,5

Fazer um filme de uma hora e meia de duração e prender a atenção de muitos, é a obrigação de qualquer cineasta. Agora, filmar um homem dentro de um caixão por mais de uma hora e não deixar que isso fique tedioso é tarefa para poucos. Foi isso que o espanhol Rodrigo Cortés fez com Ryan Reynolds, com a ajuda do roteiro interessantíssimo de Chris Sparling. O nosso querido protagonista também deve receber mérito por conseguir segurar sozinho a atenção do espectador, e transmitir aquela tensão e agonia que todos sentem ao assistir “Enterrado Vivo”. Uma boa ideia com uma equipe firme dá isso aí. Uma ótima produção.

 

Marcelo Cardins – Nota: 7,0

Rodrigo Cortés encontrou um roteiro bem feito, arranjou um caixão e enfiou um ator lá dentro. Eu passei 95 minutos de agonia, enclausurado em uma caixa funerária junto com Paul Cornoy e não me cansei, prova de que o roteiro é mesmo porreta. Só acho que se Paul tivesse recebido algumas aulinhas de Pai Mei, teria resolvido seu problema fácil, fácil (Kill Bill 2, lembram? OK Pai Mei). A frase que mais irrita no filme: “I’m sorry, Paul. So sorry.”

 

Ezequiel Fernandes – Nota: 6,5

À principio, a ideia que se tem do filme é de algo não roteirizável. Mas o diretor Raul Cortés consegue recortar um espaço, um ator e criar em volta disso um mundo de situações que tem tudo a ver com aquilo e, ao mesmo tempo, nada influencia nele; conseguindo, assim, desenrolar o roteiro de Chris Sparling. Enterrado vivo foi um risco de baixo orçamento que deu certo contando apenas com o breu de um caixão e o ator Ryan Reynolds desejando tornar-se o “lanterna verde” (mas isso só será possível em junho deste ano). Um pouco exagerado quanto à disponibilidade de oxigênio, mas esse longa, sem meias palavras, é pura e somente onomatopéias de asfixia – leia-se, de tirar o fôlego (Uss! Coff! Eewk!). 

 

Renata Nóbrega – Nota 8,0

Ryan Reynolds fica 95 minutos na tela e não te dá vontade de desistir do filme. Acho que só por isso já dá para ver a magnitude do longa. Mas não termina aí. A história é boa e consegue abordar um tema que já virou clichê – a Guerra do Iraque – de forma, no mínimo, interessante. Quem curtiu ‘Mar Aberto’ vai gostar desse também. Entretanto, não importa quantas críticas você leia, tem que ir assistir – é um filme totalmente “ame ou odeie”.

Até o próximo “1 Por Todos” galera. Se quiserem ver algum filme comentado aqui por nossa equipe, nos envie sugestões nos comentários. Valeu.

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Equipe Cinemafia