A Mulher Faz o Homem (1939)

16/09/2011

E aí, cinefilada! Bom, muito tenho me arriscado a falar de clássicos do cinema. É um risco que gosto de correr, sabe? Posso não ter bagagem suficiente para tal, mas tão bom quanto assistir a obras assim é comentar sobre elas; me empolgo. E Frank Capra, para mim, é uma fábrica de grandes filmes. Sou muito fã dele. Sempre com o intento de deixar grandes mensagens, lições de vida que passam longe de serem clichês, Capra cria fábulas de fábulas. Como assim?! Vamos falar um pouco de história…

Quando Esopo, como escravo na Grécia Antiga, foi incumbido de ensinar crianças sobre ética, moral, filosofia… ele teve que bolar um plano para que esses assuntos não parecessem tão chatos para o seu público. Criou então histórias que personificavam animais e possuíam um fundo moral – as fábulas. Essa moda caiu e só voltou lá pelo século XVII quando Jean de La Fontaine as redescobriu. Mas, moda que é moda sai e volta. Só no século XX foi que um cara chamado Walt Disney as trouxe de volta e ratificou de vez as fábulas, no cinema principalmente.

Achei que seria legal contar essas informações. Até porque, além ter um pouco de história do cinema, isso me dá um embasamento para explicar o que eu quis dizer com criar fábulas de fábulas. Então. Capra e seus roteiristas, de uma forma genial, personificam a própria ética, a moral, bondade, o altruísmo em seus personagens fazendo destes exemplos de seres humanos; os personagens contêm a fábula. E o público-alvo da vez somos nós, cinéfilos.

O protagonista do longa Mr. Smith Goes to Washington (o inigualável James Stewart) é tudo aquilo que citei acima – acrescido de muito patriotismo – encarnado. Jefferson Smith é um jovem caipira que se arrisca, em meio a um contexto que mais vale assistir do que resenhar, ir até Washington assumir o cargo de senador. Um personagem quixotano que ninguém melhor que o talentoso preferido de Capra e Hitchcock, Stewart, para interpretá-lo.

Deslumbrado com a grandiosidade da política de seu país e convicto de ter ali grandes exemplos de seres humanos que representavam em favor do bem comum, quão grande baque sofre ao descobrir que tudo, na verdade, era (im)pura corrupção. Em meio a falcatruas políticas, Mr. Smith com a ajuda de Clarissa Saunders (Jean Arthur) – daí a tradução meio esquisita, para variar, do título em português – porta-se, permitam-me a intertextualidade com a obra de Zinnemann, como o ‘O homem que não vendeu sua alma’. O desfecho do filme é genial. Puxa vida, como é genial! Vibrei e chorei, mais uma vez, frente à direção de Frank Capra. Apesar de ser de 1939, mais atual impossível. Coloquem mais esse na lista de vocês. Valeu, galera!

PS.: Não posso deixar de agradecer a meu sábio professor de literatura, Adriano Alves, que me ensinou acerca de quase tudo que falei acima.

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Ezequiel Fernandes


Ensaio Sobre a Cegueira (2008)

06/09/2011

Embora o filme seja bem claro no que quer passar, sua temática é muito complexa. Eu queria, pelo menos, ter tido a competência de ter lido o livro para não ficar tão acanhado por possuir um conhecimento tão raso a respeito de tal. Farei um breve comentário do filme, pois, até onde minha miopia intelectual permitiu que eu enxergasse.

Por falar em não enxergar…

A obra adaptada do romance de José Saramago, fala de uma cegueira que atingiu a população repentinamente, safando o personagem de Julianne Moore (esposa do doutor). Os afetados são colocados em quarentena à mercê do Estado e a esposa do doutor (Mark Ruffalo é o doutor) finge a cegueira para acompanhar o marido. E é nesse contexto que o ser e o humano entram em conflito.

A trama é brutal e sensível, ao mesmo tempo, porque sua metáfora está escancarada e o espectador facilmente capta a mensagem; e o filme faz sua reflexão e não joga todo o trabalho para o cinéfilo. Assim como Saramago disse ter sofrido escrevendo o livro e assistindo ao filme, sofremos também quando assistimos e paramos para pensar que somos seres e humanos e que, uma hora ou outra, um desses sobressai.

A direção de Fernando Meirelles é muito competente e ousada, como de costume, e as outras partes técnicas, como a fotografia “branca”, funcionam tanto quanto. O elenco conta também com Danny Glover, Alice Braga e Gael Garcia Bernal. Da adaptação do roteiro não posso falar, mas o próprio Saramago disse ao diretor “estar tão feliz de ter visto o filme como estava quando acabou de escrever o livro”. Parece que prestou, né?

O filme é do tipo que me agrada bastante. Agora vou ver se arranjo tempo para ler o livro. Da próxima vez que eu me atrever a analisar obras como esta, não quero ficar limitado a uma análise sem vergonha como a minha.  Cultura são os óculos que corrigem visão limitada. Queiram sempre mais.

“- Por que foi que cegamos?

– Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão.

– Queres que te diga o que penso?

– Diz.

– Penso que não cegamos, penso que estamos cegos. Cegos que vêem. Cegos que, vendo, não vêem.”

Isso é tudo, pessoal.

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Ezequiel Fernandes


1 Por Todos – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)

03/09/2011

Pessoal, tivemos um pequeno atraso nesse post, mas ele é o “1 por todos” de Agosto (quem nota isso?). Resolvemos trazer pra vocês um clássico da comédia romântica do mestre Woody Allen. Certamente muitos aí já devem ter assistido, e fizeram muito certo; ninguém pode deixar de assistir “Annie Hall” (o título brasileiro ficou muito nada a ver mesmo).

Conta a história do comediante Alvy Singer, interpretado pelo próprio diretor, e seu azar com relacionamentos. Todos os seus casos são narrados de forma bem humora e sarcástica por ele mesmo em uma forma de interação com um espectador. Sem esquecer que levou quatro prêmios da Academia inclusive o de melhor filme. Excelente produção. Saiba o que nossa equipe achou dele.

Lincoln Ferdinand – Nota: 8,5

Judeu, baixinho e ficando careca, Alvy não se preocupa em agradar ninguém. Poupa diálogos que não vão lhe levar a lugar nenhum e com um humor sarcástico, tem resposta pra tudo. Comediante se tornando famoso, não vê a vida como algo prazeroso. Talvez seja seu pessimismo que dê o tom cômico para suas piadas. Este é o incrível personagem de Woody Allen em “Annie Hall” (me recuso a dizer o grotesco título brasileiro), que cativa com facilidade. Não tem como não gostar ou não inspirar-se nele. Começo falando do personagem porque ele é a alma da história, mas o filme em todo é lindo. Roteiro excelente que não se perde em nenhum momento. Destaque para a interação personagem-espectador que Woody faz perfeitamente, dando um ritmo ótimo ao filme.

Marcelo Cardins – Nota: 8,5

A característica mais notável desse filme é a interatividade entre Alvy e o espectador. Sabe quando estamos matutando com o nosso tico e teco, conversando sozinhos? (Ok, eu converso sozinho e não sou maluco. Está mais pra uma reflexão em voz alta, você também faz isso, admita) Alvy sofre deste mesmo mal, mas ao invés de conversar sozinho, conversa conosco, abre seu coração, expressa pensamentos e revive memórias de forma direta olhando para a câmera. O roteiro é divertido e linear, e Woody Allen arrebenta como ator. Quem inventou esse título em português não deve ter assistido o filme.

Ezequiel Fernandes – Nota: 9,0

Nós homens temos a fama de odiar o famoso “DR” (para quem nunca esteve em um relacionamento sério: Discussão de Relacionamento). Woody Allen se mostra exceção como tal nesse divertidíssimo e inteligente trabalho do próprio – para variar. Eu bolei de rir vendo esse longa ora pela ironia e humor natos, ora, por algumas vezes, ter que apertar “rew” para tentar acompanhar certos disparos de falas. Eu sou fã do diretor e devo cair no clichê de dizer que sou suspeito para falar; mas sou mesmo. Adoro os momentos antificcionais de seus filmes e tento decorar suas falas inteligentíssimas. Comédia-romântica que funcione tanto quanto essa é difícil encontrar; confiram rápido. Reassistam sempre.

Victor Lúcio – Nota: 8,5

Um homem entediado com sua vida de comediante, uma mulher atrapalhada, e um dilema amoroso entre ambos. É uma comédia romântica que conta uma história de amor sem precisar de humor trapalhão e com pouquíssimos recursos de cenário. A riqueza está nos ótimos diálogos entre Alvy e Annie, e suas atuações dignas de ótimos elogios. Apesar do título brasileiro dar margem a se pensar que é apenas mais um filme do gênero, a obra passa longe de ser um “cidadão comum” do cinema.

O vídeo que segue não é o trailer do filme e sim um monólogo que acontece no início só pra vocês ficaram com mais vontade de assistir.


Os Desafinados (2007)

31/08/2011

Música, bossa nova, juventude, saudosismo, amigos, paixões, são ingredientes que juntos sem precisar de muito tempero e com quase nada de sal faz sair coisa boa. Se os cozinheiros dessa mistura forem atores do gabarito de Rodrigo Santoro, Selton Mello, Cláudia Abreu, Ângelo Paes Leme, Alessandra Negrini, pronto: o prato está predestinado a fazer sucesso nos mais variados paladares, digno de entrar no menu dos principais cinema/cozinha existentes pelo país.

Pois é, você deve estar achando que lá vêm bons elogios a “Os Desafinados”. Mesmo com tanto ingrediente bom junto em uma mesma receita, conseguiu-se algo que não dava pra se vislumbrar: um péssimo prato! A imagem que se apresenta é o completo avesso do sabor provado. É como “comer com os olhos”, tanta atração pelas formas, textura, mas uma grande decepção pela essência que vem ao paladar.

A trama começa e passa um bom tempo (quase todo o filme) sem mostrar pra que veio. Não há um ponto central e as ramificações em volta de um enredo, mas um emaranhado de tramas que parecem não coexistir na mesma obra, lutando pela posição de protagonista. Não se sabe se será um romance romântico entre Glória (Cláudia Abreu) e Joaquim (Rodrigo Santoro) que se passa entre um grupo de amigos buscando um lugar ao sol no mundo musical, ou a história de um grupo musical de jovens formado na década de 60 chamado Rio Bossa Cinco e que tentavam levar sua arte pra fora do país. O diretor, Walter Lima Jr. parece ter ficado com a segunda opção, afirmou no Festival de Paulínia: “Fiz um filme sobre brasileiros artistas que sonhavam em levar sua arte para fora do país”. Bem, já dizia o ditado popular: “De boa intenção o inferno está cheio”.

O enredo até começa razoavelmente bem, mas cai brutalmente de ritmo à medida que o tempo passa. A aventura do grupo musical pelos EUA é deixada de lado e o drama pessoal de Glória e Joaquim se transforma no mote principal. De início eles começam a viver uma paixão, em seguida os conflitos regados a ciúmes aparecem após ela ficar sabendo que ele deixou sua mulher no Brasil e sua filha está por nascer. Quer mais clichê que isso? Típica novela das oito!

Lá para os 30 minutos finais (ao todo são 2 horas e 10 minutos), em meio a uma viagem do grupo a Buenos Aires, Joaquim desaparece. Ele é preso e não reaparece mais, o grupo volta ao Brasil sem ele. Daí pra frente, a trama consuma o que se prenunciava até então: o filme está terminando e você descobre que dentro da história você foi do nada a lugar algum.

Como se não bastasse tantos pecados em um enredo só, há cenas caídas de pára-quedas a todo o momento. Se a montagem da obra existe para dar sentido às nuances do enredo, “Os Desafinados” derrapa em vários momentos, colocando cenas que fazem o espectador perceber que servem apenas como justificativas pra outros momentos que aconteceram ou estão por acontecer.

Não adianta apenas bons ingredientes sem uma boa combinação entre eles. Há certos temperos que entram na comida ainda crua, outros que vem dar mais sabor depois de pronta e aqueles que são servidos como acompanhamento. Tudo isso sem descuidar do tempo de fogo a que o prato é submetido, e qual panela tudo isso foi colocado. Isso é “Os Desafinados”, bons ingrediente e um péssimo prato.

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Victor Lúcio


Cinema Paradiso (1988)

23/08/2011

E aí, beleza? Vocês devem lembrar que em outros textos eu já citei a função catártica que o cinema tem. Sempre insisto nisso, pois acho que esse é o motivo principal que leva alguém a “pagar pra ver”, não importando se você é um admirador da sétima arte ou um ocioso qualquer. Nada melhor que o cinema pra causar um brusco alívio depois de um dia corrido.

Cinema Paradiso é metalinguístico nesse sentido. Pois, além de provocar catarse a quem assiste, o pano de fundo do filme gira em torno disso. Trata de um vilarejo na Itália que, sob o contexto da Segunda Grande Guerra, encontra uma fuga na sala escura com tela gigante. E é nesse invólucro que o diretor italiano Giuseppe Tornatore constrói uma bela história de amizade e cinema.

O longa é desenrolado sobre uma película nostálgica de Salvatore, quando recebe a notícia que seu amigo Alfredo, o velho projecionista do Novo Cinema Paradiso, havia morrido. Relembrando a amizade nascida no ambiente de cinema, Salvatore seleciona as imagens à pele de Totó (como era chamado na infância) e projeta para nós, cinéfilos, sua história com o cinema. Há a possibilidade de verossimilhança com a vida do diretor. Pois, tanto sentimento num só filme leva a crer que teve algo de real naquilo tudo.

A obra funciona de uma forma sublime e simples. Capta perfeitamente o paradoxo que tornou comercial o cinema: complexo no fazer e simples no assistir. O lirismo do filme é exagerado e na dose certa ao mesmo tempo. Uma bela amizade, momentos engraçados e comoventes dançam no compasso de uma trilha sonora italiana perfeitamente conivente e envolvente; chega a rimar.

Bom. Se você está procurando um filme que emocione, eis. Você tem que ser muito durão a ponto de impedir que suas glândulas lacrimais produzam umas gotas a mais – que você chore. Fiz de tudo para evitar pronunciar aquele verbo antes do ponto porque comigo ele sempre funciona como ação. Acho que sou mesmo o manteiga derretida dessa máfia aqui – padrinho Corleone que não me confie decapitar um garanhão.

Enfim. Se você é também um admirador do cinema, esse filme aqui é uma grande homenagem a ele. Uma película leve, limpa e linda.  E não; isso não é propaganda de absorvente, mas do produto que só o cinema de qualidade vende. Até a próxima sessão, cinéfilos!

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Ezequiel Fernandes


Os Sonhadores (2003)

20/08/2011

Matthew é um jovem americano que vai estudar em Paris no ano de 1968. Lá conhece o casal de irmãos gêmeos Theo e Isabelle, torna-se amigo dos dois e passa a morar com eles. Logo Matthew percebe que os gêmeos têm hábitos muito incomuns.

Theo e Isabelle são rebeldes em busca de uma causa para lutar. São cinéfilos e cultivam o ócio assistindo filmes, lendo livros, escutando música, bebendo, fumando e andando nus pela casa. Fazem jogos que envolvem conhecimento apurado sobre cinema e resultam em prendas de cunho sexual. Possuem um envolvimento diferente, que ultrapassa os limites de intimidade entre irmãos, nos fazendo desconfiar de um incesto. Diante desta realidade tão surpreendente e escrota, Matthew, que também é cinéfilo, estranha no início, mas acaba mergulhando de cabeça no mundo dos gêmeos.

Aqui, assim como em “Dente Canino”, já analisado no Cinemafia, encontramos um caso de filme erótico artístico, que só não pode ser considerado pornográfico pela maneira como as cenas são desenvolvidas. Existe nudez explícita, de forma que, em alguns momentos, a câmera até focaliza genitálias; acontecem cenas detalhadas de sexo, porém a película continua sendo um exemplar do cinema arte. É o diretor Bernardo Bertolucci mantendo sua veia polêmica.

Tentamos decifrar o confuso comportamento dos irmãos, suas intenções e impulsos. Nem mesmo eles entendem os próprios sentimentos, portanto suas reações são de difícil leitura. Acompanhamos a ótica de Matthew na tentativa de compreender o sentido deste triangulo amoroso.

O filme é atraente, reserva surpresas, no entanto o desfecho fica incompleto. A história acaba e você espera o final acontecer. Mas o conjunto da obra é gratificante e você não pode deixar de conferir essa viagem subjetiva.

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Marcelo Cardins


Capitalismo: Uma História de Amor (2009)

16/08/2011

Documentários me causam certo fascínio. A possibilidade de se contar algo sem o auxílio de “atores” e cenários, apenas jogando com uma boa seleção de imagens e um bom roteiro enche meus olhos e prende a minha atenção como ninguém.

E se esse documentário tiver mais de 2 horas de duração? A possibilidade de se tornar enfadonho é grande, e se a temática principal for capitalismo então… Mas esses não são, definitivamente, atributos imputáveis a Capitalismo: Uma História de Amor.

Apesar de ser um admirador confesso das suas obras, é preciso admitir: Michael Moore mais uma vez foi bem, muito bem. Pra quem já conhece Farenheit: 11 de setembro, Tiros em columbine, Sicko, não vou precisar dizer muita coisa pra provar que mais uma vez ele acertou na mão. Há quem o chame de pretensioso e manipulador, mas é o risco inerente à arte de ser comunicador, a linha que separa informação e manipulação é muito tênue.

Se você acha que lá vem mais um daqueles papos chatos a respeito do “sistema capitalista”, se engana. O mote da obra é desmistificar certos engodos criados e mostrar o quanto a sociedade estadunidense é subserviente ao dinheiro das grandes corporações e refém de megaoperações no mercado financeiro que quando dão erradas, o contribuinte paga sem mesmo saber. O que pra mim pode ser resumido em uma frase de Fábio Konder Comparato “o capitalismo se sustenta sobre a sedução e a corrupção”.

Falar do tema não é nada fácil. O risco do discurso se tornar apocalíptico é iminente, as chances de se fazer uma abordagem rasa assedia o roteiro a todo momento. Dos muitos que se aventuram, poucos conseguem passar à margem dessas situações e ainda tornar o assunto digerível pelo público. Um assunto pesado, denso e polêmico, se torna leve e provocador sem precisar caminhar no senso comum e na superficialidade.

A certa altura diálogos como esse acontecem:

– Você sabe o que é um derivativo?

– É uma aposta secundária num ativo subjacente. Pode ter uma ação e uma opção sobre ela, e essa opção sobre ela lhe permite o privilégio, mas não a obrigação de comprar ou vender. Como explicar? Você tem a opção de decidir se quer ou não correr esse risco. Vou explicar de outra forma: o preço do derivativo é baseado no preço de outra coisa, é como uma equação de 2º grau.”

– Mas há um explicação bem melhor e mais clara: derivativos são nada mais que complicados sistemas de aposta.   

Provocador por essência e com montagem e plasticidade digna de grandes filmes, a obra tem capacidade para prender a atenção até de quem não tem interesse algum pelo tema, indo além do que normalmente se encontra em filmes do gênero.

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Victor Lúcio